4º Festival Augusto Boal celebra 50 anos do Teatro do Oprimido com formação política, debate e cenas populares
19.12.2025
Realizado ao longo de um dia inteiro de encontros, reflexões e apresentações cênicas, o 4º Festival Augusto Boal marcou a celebração dos 50 anos do Teatro do Oprimido, reafirmando a atualidade do legado de Augusto Boal e a força do teatro como ferramenta de análise crítica, organização coletiva e transformação social. O festival foi realizado pela Escola de Teatro Popular (ETP), reunindo estudantes, artistas, educadores e militantes de diferentes territórios do estado do Rio de Janeiro.

A programação teve início pela manhã com um café coletivo, criando um espaço de acolhimento e troca entre os participantes. Em seguida, o festival abriu seus trabalhos com uma análise de conjuntura conduzida pelo deputado federal Tarcísio Motta, reforçando a dimensão política do encontro e o compromisso do Teatro do Oprimido com a leitura crítica da realidade brasileira.
No período da tarde, o festival deu início às atividades abertas ao público. Um dos destaques foi a mesa de debate com Cecília Boal e Silvia Vianna, que propôs reflexões sobre o teatro político, os desafios contemporâneos da cultura e a permanência do pensamento de Augusto Boal como ferramenta viva de intervenção social. O encontro reafirmou o Teatro do Oprimido não como uma técnica encerrada no passado, mas como uma prática em constante atualização.







A partir do fim da tarde, o festival se transformou em cena. Núcleos de diferentes regiões apresentaram criações que dialogam diretamente com os princípios do Teatro do Oprimido, abordando temas como trabalho, exploração, luta popular, organização coletiva e resistência. Entre as apresentações estiveram releituras e criações como Eles Não Usam Black-Tie, A Mais-Valia vai acabar, seu Edgar!, Zumbi, Revolução e Feira, apresentadas por núcleos da Maré, Niterói, Centro, São Gonçalo e outros territórios.



Encerrando o dia, a quarta edição do festival reuniu participantes e organizadores em um momento de síntese e celebração, reafirmando o compromisso da Escola de Teatro Popular e do Instituto Augusto Boal com a formação política, a produção cultural popular e a continuidade do Teatro do Oprimido como prática coletiva, crítica e transformadora.



Mais do que um evento comemorativo, o 4º Festival Augusto Boal se consolidou como um espaço de encontro entre passado, presente e futuro, celebrando cinco décadas de uma metodologia que segue viva nos corpos, nas cenas e nas lutas do povo.
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