ETP potencializa o teatro como ferramenta de luta nas eleições de 2026
02.09.2026
No dia 22 de agosto, a Escola de Teatro Popular deu o pontapé inicial no Curso de Agitação e Propaganda. Em um ano marcado pelas eleições de 2026 e por uma conjuntura de intensa disputa política, a proposta é potencializar o teatro como ferramenta de luta, diálogo e organização, colocando a arte em contato com as demandas dos trabalhadores e com as disputas que atravessam a sociedade.



A ETP tem uma trajetória de nove anos de trabalho com teatro popular, formação, criação e intervenção, em diálogo com movimentos sociais, organizações populares, trabalhadores e comunidades. Agora, o curso de Agitação e Propaganda parte desse acúmulo para pensar como o fazer teatral pode contribuir para a disputa política, especialmente diante da necessidade de barrar o avanço da barbárie.



Durante oito encontros, participantes vão experimentar técnicas do Teatro do Oprimido, teatro jornal, teatro invisível, teatro de imagens, além de outras ferramentas de agitação e propaganda. A proposta combina formação e prática, sempre a partir da construção coletiva.
Teatro, política e ação coletiva
Mais do que aprender técnicas, a ideia é aprender fazendo. Por isso, o curso já começou com uma tarefa concreta: preparar uma intervenção para o Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro.
Tradicionalmente realizado em todo o país, o Grito dos Excluídos ocupa as ruas em contraponto às celebrações oficiais da Independência e coloca em evidência as reivindicações e lutas dos movimentos sociais e dos trabalhadores.



No ano passado, a ETP participou do Grito dos Excluídos com uma apresentação de rua construída a partir de técnicas de agitação e propaganda. A experiência foi um ponto de partida para pensar novas possibilidades de intervenção e para ampliar, neste ano, o uso do teatro como instrumento de diálogo e disputa política.
Os três primeiros encontros do curso são dedicados à preparação para a ação do dia 7. A partir daí, a proposta é continuar construindo intervenções ao longo das eleições, em diálogo com movimentos sociais, organizações populares e iniciativas que estejam envolvidas nas lutas dos trabalhadores e na construção de alternativas ao avanço da barbárie.



Ainda dá tempo de chegar junto
A ETP acredita que o teatro pode ser também uma ferramenta de luta política: um espaço para experimentar outras formas de comunicação, provocar debates, dialogar com diferentes públicos e construir ações coletivas.
As inscrições continuam abertas para quem quiser participar dos próximos encontros e se somar à preparação para o Grito dos Excluídos.

O curso é gratuito e destinado a maiores de 18 anos. As vagas são limitadas, haverá processo de seleção e é necessário ter disponibilidade para participar de pelo menos 75% das atividades.
Inscreva-se pelo formulário:
https://forms.gle/ZeamFizCwnbFWzDi8
O link também está disponível no Instagram da ETP: @escoladeteatropopular.
Arte pra lutar, Teatro Popular!
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O projeto “Escola de Teatro Popular” conta com patrocínio do Ministério da Cultura, através da emenda 958743