Augusto Boal

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Arte pra lutar, teatro popular! / Projeto “Escola de Teatro Popular”

11.09.2025

Arte pra lutar, teatro popular!

Foi assim, defendendo a alegria e contribuindo para a organização da raiva contra o sistema capitalista, que participamos do 31º Grito das excluídas e excluídos.

No último 7 de setembro,a intervenção do Projeto Poéticas Populares ocupou as ruas do centro do Rio com uma ação de teatro popular construída a partir da arte como ferramenta de diálogo, consciência e mobilização.

Com o lema “A vida em primeiro lugar. Cuidar da casa comum e da democracia é luta de todo dia!”, o ato colocou mais de 5 mil pessoas nas ruas do centro do Rio.
Marchando da esquina da Rua Uruguaiana com Av. Presidente Vargas até à Praça Mauá, as palavras de ordem ressaltaram a luta contra a escala 6 por 1, pelo direito à vida digna, contra o genocídio do povo palestino e punição para Bolsonaro e todos os golpistas.

Na cena, participantes do o Projeto Poéticas Populares apresentaram como o cardume de peixes quando desunido vira refeição de tubarão. E, mais trágico ainda, quando aparecem os pretensos heróis que acabam cedendo aos tubarões, em nome de uma impossível conciliação, pautas muito caras à luta e à vida dos trabalhadores. Assista abaixo à cena:


Arte pra defender a alegria e organizar a revolta!

A intervenção, construída com linguagem acessível e elementos do teatro popular, buscou dialogar diretamente com o público da rua, valorizando a arte como espaço de encontro, escuta e partilha de ideias. A recepção foi calorosa, com pessoas acompanhando, registrando e interagindo com a apresentação ao longo do trajeto.

Mais do que um espetáculo, a ação reforçou o compromisso do Projeto Poéticas Populares com a ocupação criativa dos espaços públicos, levando cultura para onde as pessoas estão e reafirmando o teatro como instrumento de expressão coletiva.


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O projeto “Escola de Teatro Popular” conta com patrocínio do Ministério da Cultura, através da emenda 958743