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Oi Cecília,Independente de publicar, quero dizer da relevância desses encontroscomo espaço para recontarmos a história brasileira das últimas décadas, a partir da obra e da vida do Boal. Os depoimentos que presenciamos no sábado relatam não só a genialidade de Boal, mas como sua atuação artística esteve e está ligada a uma postura política de uma geração que não aparece na grande mídia. Para mim, comemorar a vida do Boal é abrir portas que ainda estão emperradas, é disseminar para as gerações mais novas a relação intrínseca entre a arte e a política e de como desta relação pode surgir um outro projeto de sociedade, onde os seres humanos tenham a possibilidade de se desenvolver plenamente.É isso, beijosCris Abramo
Participações
Cecília Boal
Celso Frateschi
César Vieira
Lauro César Muniz
Maria Rita Kehl
Silvia Balestreri Nunes
Coletivo Núcleo 2
Companhia do Latão
Teatro União e Olho Vivo
04 de junho, 18 horas, no Estúdio do Latão
Rua Harmonia, 931 (próximo ao metro Vila Madalena)
Informações: (11) 38141905
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=-ZeI2rODn0g&feature=related]
Vídeo feito pelo CTO-Rio, extrato da carta de Belém.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=60Sx9yxDa3g]
Este video foi feito na França em Novembro de 1983, sobre da redução da jornada de trabalho, desculpe ficamos devendo a tradução.
Quero aproveitar o fato de termos um blog e de me encontrar neste momento em Buenos Aires, para expressar uma antiga preocupação.
Por que neste momento? Por que em Buenos Aires?
É que conversando com algumas das pessoas que aqui praticam o método do Boal, comentamos novamente o nosso receio de que este se desvie dos seus objetivos ideológicos iniciais e fique esvaziado do seu conteúdo político.
Augusto Boal foi um pensador do teatro, um pesquisador, articulando teatro com filosofia, pedagogia, ética e as mais diversas áreas do pensamento.
Criador de um movimento que ganhou uma enorme repercussão, seu teatro foi ideológico, experimental no sentido de fora do perímetro (Mauricio Kartun), buscando sempre expandir os limites, amplia-los, porém, não em qualquer direção. A direção foi sempre muito clara, porque marcada por uma ideologia. Seu pensamento amplo e aberto, sem nunca deixar de tomar partido.
Eu mesma, que durante 43 anos acompanhei a sua trajetória, posso testemunhar do total engajamento político do Boal. Isso é muito claro ao longo de toda a sua obra, quer se trate do teatro do oprimido, das suas peças de teatro ou dos seus textos teóricos.
Nós queremos, através do Instituto, manter o seu pensamento vivo sem nunca deixar de respeitar as suas opções.
Quero convidar todos aqueles que se interessem por Arte Política, como ele sempre se interessou, a se manifestar neste espaço para inaugurar um diálogo sobre essa importante questão:
A função política da arte.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=K2ono3A_yyw]
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=QZbhB3Y-wdE&feature=related]
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