Não há postagens no momento!

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) realiza nos dias 26 e 27 de março, o 1º Encontro Nacional dos Centros de Referência em Direitos Humanos, em sua sede, Brasília, DF, que marca o início da execução dos convênios dos Centros Centro de Referencia em Direitos Humanos e a SDH.
Além de proporcionar uma integração entre os conveniados, o evento proporcionará treinamentos no atendimento à população. Para isso, durante a programação serão feitas dinâmicas utilizando o Teatro do Oprimido, ministradas pelo Curinga Geo Britto do Centro de Teatro do Oprimido.
Segue a noticia no site do CTO-RIO
Entre os dias 25 e 29 de abril a cidade de Hortolândia recebe a quarta edição da Feira Paulista de Teatro do Oprimido e Popular. Todas as apresentações teatrais, oficinas, debates e demonstrações de trabalhos são abertas e gratuitas.A Feira privilegia o intercâmbio de saberes entre artistas e destes com a comunidade que recebe o evento. Em 2012 serão utilizados anfiteatros municipais, pátios escolares e outros espaços públicos da cidade para abrigar as peripécias de aproximadamente 70 artistas.A Prefeitura de Hortolândia realiza o evento pela segunda vez em parceria com o Gato Coletivo Artístico, grupo de Teatro do Oprimido de São Paulo que recentemente vem se transferindo para o município da região de Campinas.A programação deste ano promoverá a aproximação dos brasileiros com a arte teatral mexicana. Já está o pesquisador da Universidade Autônoma de Nuevo León David Gómez e os grupos La Chachita Mala e Las Hijas de Safo.De Ouro Preto, retorna à Feira o grupo Sô Teatral; de São Paulo virão a pesquisadora Carminda Mendes André, da UNESP, os adolescentes do Putz, Isso Vai Dar Merda, a Cia Humbalada e a Cia. Senhor K. A região de Campinas estará representada pela Cia. Fábulas, de Hortolândia.A programação completa estará disponível no blog www.feirapaulistato.blogspot.com.
Por que Feira Paulista de Teatro do Oprimido e Popular?O nome escolhido pelos organizadores do encontro é inspirado na I Feira Paulista de Opinião, organizada pelo Teatro Arena em 1968 com a participação de Augusto Boal, criador do Teatro do Oprimido, Oduvaldo Viana Filho e Gianfrancesco Guarnieri, entre outros grandes nomes do teatro brasileiro e de outras artes.
O que é Teatro do Oprimido?O Teatro do Oprimido é um conjunto de técnicas teatrais sistematizadas pelo teatrólogo brasileiro Augusto Boal desde os anos 1970. Atualmente é praticado em mais de 70 países e tem como fundamento a apropriação dos meios de produção teatral qualquer ser humano. “Todo ser humano é Teatro”, dizia Augusto Boal. Dentre as modalidades do TO estão o Teatro-Fórum, o Teatro Invisível, o Teatro Jornal e as técnicas do Arco-íris do Desejo.
Aqui esta um resumo da homenagem
Saindo do forno a primeira recuperação de audio
*A seguir iremos reproduzir um texto da revista Traulito publicada pela Companhia do Latao de Sao Paulo
Debate entre Iná Camargo Costa e João das Neves

A mesa realizada no Estúdio do Latão no dia 29 de abril de 2010 foi composta por Iná Camargo Costa, pesquisadora de teatro e professora aposentada de Teoria Literária da USP, e João das Neves, dramaturgo, escritor e diretor teatral. Os palestrantes discutiram a experiência do Teatro de Arena, do CPC da UNE, e a formação do Grupo Opinião. Como mediadoras, as atrizes Ana Petta e Helena Albergaria da Companhia do Latão.
“NEVES – Eu me lembro da alegria do espetáculo do Boal. É uma coisa que o CPC herdou: uma linha bem-humorada e crítica de abordar o teatro. Um pouco inspirada no espírito do teatro de revista brasileiro, mas com uma profundidade muito maior.A mais-valia também tinha a mesma irreverência. Naquela época, o Arena tinha uma linha ainda muito dramática. A Revolução na América do Sul e A mais-valiasão realmente fundadoras do teatro épico no Brasil. Nessa época, eu inclusive cheguei a dirigir uma versão de Revolução na América do Sul em cima de um caminhão que nós tínhamos.
(…)
INÁ – Quero ilustrar com um exemplo. Porque é muito complicado falar em avanço e recuo no plano da configuração da obra de arte. Mas recuo intelectual, isso sim é um fato, já demos até alguns exemplos. Eu acho, por exemplo, que o Show Opiniãoé simplesmente impensável fora do horizonte da experiência do agitprop. Tem muita coisa de agitprop falando dentro do Show Opinião. Que eu saiba, ninguém tratou do assunto até hoje. Ninguém relaciona a experiência do Show Opinião com a experiência do agitprop. Portanto, a crítica convencional ao Show Opinião não tem sentido. Um show como o Opinião, se penado fora do equipamento teórico que o teatro épico disponibiliza é simplesmente incompreensível. O que, aliás, aconteceu na recepção crítica. Todo mundo dizia: “Ah! É um show! A Nara canta isso, canta aquilo!” E a crítica não produziu uma visão de conjunto do Show Opinião, que é um espetáculo épico de primeira ordem, um espetáculo que veio da experiência do CPC. Palco limpo, os três em cena, e uns dois ou três músicos ajudando no ritmo. Isto é oShow Opinião. Não tem um elemento dito de cenografia. É um espetáculo épico porque é narrativo: são histórias, análises e depoimentos sobre situações, de vários tipos inclusive. Uma coisa impressionante.”
Segue abaixo o link para a entrevista completa:
Basta clicar para ler Programa CIM
Tivemos a primeira conversa com Cecília Boal sobre o destino do acervo de Augusto Boal em 2011. Discutimos a possibilidade da UFRJ acolhê-lo e, para isso, assumimos o compromisso de que o acervo teria vida pública e serviria para estimular estudos e debates sobre sua obra. Em poucas horas, Cecília Boal e eu nos reunimos o Reitor, Carlos Levi e o ex-Reitor e Coordenador do Fórum de Ciência e Cultura, Aloísio Teixeira, para traçarmos um plano de ação, pois já contávamos com o apoio imediato do então Ministro da Educação, Fernando Haddad (apoio este confirmado pelo novo ministro, Aloísio Mercadante).
Nesse encontro surgiu o projeto do Centro Interuniversitário de Memória e Documentação. A primeira frase de Cecília deu o tom da conversa: “Nós, herdeiros de importantes nomes que se destacaram neste país, sofremos muito com as dificuldades para mantermos um acervo que é importante para a cultura brasileira”. Acolhida imediatamente, a proposta se transformou num projeto que é uma importante iniciativa para a preservação da memória cultural de nosso país. Docentes de dois programas de Pós-Graduação da Faculdade de Letras abraçaram a idéia, além de contarmos com o apoio especializado de técnicos do Sistema de Bibliotecas da UFRJ e da Casa da Ciência. O projeto tem a cara de Augusto Boal: amplo, coletivo e plural, assim como foi a sua trajetória artística e política. Acho que ele ficaria muito feliz em saber que a dificuldade de manter o seu acervo deu origem a uma proposta que irá atender a tantos outros acervos que carecem de espaço público adequado para a sua proteção. Laçaremos a proposta dia 16 de março, dia do aniversário de Boal, e temos certeza que muitas unidades da UFRJ e de outras universidades do Rio de Janeiro irão, assim como nós, abraçar essa proposta.
Não há postagens no momento!