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*notícia originalmente publicada no site UOL notícias.
Tomam posse nesta quarta-feira (16) os sete integrantes da Comissão da Verdade. Nomeado na semana passada pela presidente Dilma Rousseff, o grupo terá dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988, período que inclui a ditadura militar.
Os integrantes da comissão foram escolhidos pela própria presidente a partir de critérios como conduta ética e atuação em defesa dos direitos humanos.
Fazem parte da comissão o ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Gilson Dipp, o ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, o jurista José Paulo Cavalcante Filho, a psicanalista Maria Rita Kehl, o professor Paulo Sérgio de Moraes Sarmento Pinheiro, que participa de missões internacionais da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive a que denunciou recentemente violações de direitos humanos na Síria, e a advogada Rosa Maria Cardoso Cunha, que defendeu Dilma durante a ditadura
Deverão estar presentes à cerimônia de instalação os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.
A lei que cria a comissão foi sancionada em novembro do ano passado. De acordo com o texto, a comissão tem o objetivo de esclarecer fatos e não terá caráter punitivo.
O grupo vai aproveitar as informações produzidas há 16 anos pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos e há dez anos pela Comissão de Anistia.
Após a posse, os membros da comissão vão fazer a primeira reunião para definir a agenda e os planos de trabalho. Também devem escolher o presidente do colegiado.
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——————————————————— A Comissão da Verdade e os ofendidosUrariano Mota – Recife
Recife (PE) – A vontade que se tem é a de escrever: por baixo de ondas de infâmia e sangue, a presidenta Dilma instalou a Comissão da Verdade. E temos essa vontade porque a vemos em um mar que se abre, pronto a tragá-la e a envolver também os brasileiros mutilados, perseguidos e assassinados sob a ditadura de 1964. Mas esse mar, essa conjuração de elementos, que outra coisa não é a não ser a secular opressão sobre o povo, nos acode também pela memória da tragédia humana ocorrida a partir do golpe. Não há espaço nesta coluna, não há espaço em mil colunas para falar de Ivanovitch, de Eremias Delizoicov, de Soledad Barrett, de Jarbas Marques, de jovens mortos, de jovens enlouquecidos, de jovens heróicos, de dramas de consciência que sobrevivem em peles que são uma fantasia de macabro carnaval. Não há nem mesmo espaço para cantar, como um poeta magnífico faria, a coragem de dona Elzita, mãe de Fernando Santa Cruz, nesta carta de 1975 para Armando Falcão, mais conhecido pelo codinome de Ministro da Justiça: “Que clandestinidade seria esta que, repentinamente, transformaria um filho respeitoso, carinhoso e digno em um ser cruel e desumano, que desprezaria a dor de sua velha mãe, a aflição de sua jovem esposa e o carinho de seu filho muito amado?…Espero que não se dê por esgotado este episódio, mas que seja esclarecido o que realmente aconteceu ao meu filho para que possamos sair deste imenso sofrimento que nos encontramos. Nada peço ao Sr. para meu filho a não ser os esclarecimentos, que tenho direito, sobre o seu paradeiro, e justiça!”. O leitor desculpe o tom solene desta coluna. É que a solenidade vem do entre aspas desses destinos. Mas num esforço, se descemos o nível do assalto da altura dessa história oculta, se descermos aos dados objetivos e técnicos da informação, devemos dizer que as estatísticas oficiais muito se enganam, quando contabilizam entre 400 e 500 militantes mortos pelos militares, ou, num esforço cínico, desaparecidos. As estatísticas nada falam dos homens e mulheres sem cidadania, mas que a buscavam até para comer, como os camponeses do Nordeste. Em Pernambuco, por exemplo, houve um quase genocídio de homens do campo, e deles quase nada se diz. Assim como eles, todos os trabalhadores, que não estavam filiados a partidos clandestinos, estão sem registro de suas execuções. As estatísticas nada falam tampouco, e dessa omissão se valem os militares, quando ironizam a quantidade de anistiados em comparação com os livros sobre vítimas da ditadura, as estatísticas silenciam sobre o clima de terror e perseguição que fez brasileiros interromperem seus cursos, empregos e pesquisa. Se os registros dessa caça aos democratas contarem, aparecerão mais que centenas, milhares. E se se contabiliza o dano a toda uma geração, pela queda vertical da qualidade do ensino, do avanço do pensamento social, que em 64 virou coisa de comunista, como se os comunistas não fossem uma instância legítima de ser, então os atingidos são milhões na ditadura. Na presidenta que ontem instalou a Comissão da Verdade reside o conflito do sonho socialista da juventude e o presente possível, de acordos políticos no limite do suportável, de uma democracia conservadora. Dilma bem sabe o que é mais insuportável, como nesta entrevista a Luiz Maklouf em 2003: “Tinha um menino da ALN que chamava ‘Mister X’. Eu o vi completamente destruído. Não sei o que foi feito dele. Nunca vou esquecer o quadro em que ele estava. Primeiro, eu não queria que meus companheiros estivessem numa situação daquelas. Segundo, eu tinha medo que algum deles morresse. Terceiro, porque teve um dia que eu tive uma hemorragia muito grande, foi o dia em que eu estive pior. Hemorragia, mesmo, que nem menstruação. Eles tiveram que me levar para o Hospital Central do Exército. Encontrei uma menina da ALN. Ela disse: ‘Pula um pouco no quarto para a hemorragia não parar e você não ter que voltar’… Os militares nos cercaram, desmantelaram, e uma parte mataram. Foi isso que eles fizeram conosco. Eles isolaram a gente e mataram.” Os jornais hoje dizem que a presidenta ontem chorou. E informam essa emoção em nova forma de dizer sem nada dizer, porque nada falam do terror, do poder absoluto sobre vidas e pensamento de pessoas em um tempo que não está morto. Lá em cima, escrevi que a presidenta Dilma estava sob as ondas de um mar aberto. Mas na verdade, devemos dizer: ela está no furacão. Ainda que em fenômeno diverso, ela está na tempestade. E desta vez, com um apoio mais amplo que naquele tempo, maldito tempo, do sofrimento em silêncio. Aquele que a fazia escolher entre voltar à tortura ou pular para ser mais volumosa a sua hemorragia. |
No dia 17 de maio representamos o Instituto Augusto Boal nas jornadas organizadas pelos professores Monica Alvim e Fernando Gastal do Instituto de Psicologia da UFRJ
Já temos uma sala na Faculdade de Letras onde se encontram os documentos de Augusto Boal
Graças á dedicação da diretora da Faculdade , Eleonora Ziller , e dos professores Eduardo Coelho e Priscila Matsunaga , conjuntamente com alguns dos integrantes do Instituto Augusto Boal foram transferidos esta semana os últimos documentos
O site do Instituto será disponibilizado à partir do mês de junho
1. Lo primero que conozco fue la casa de la calle 30, en La Plata, de ahí nace mi interés de escribir sobre ese tema, es decir que la idea primera es detallar el espacio de la violencia.
2. Posteriormente, unos compañeros de la Plata se enteran de que estoy escribiendo sobre lo sucedido en esa casa y me conectan con Chicha Mariani y me recibe en su casa y me cuenta los pormenores del caso.Lo que quiero decirte es que Chicha no me pidio que escribiera, porque ya había comenzado a escribir sobre la casa, lo que hizo fue sumar su narración, y lo hizo con tal fuerza que modificó la idea primera con la que había comenzado a escribir.
Negro(Arístides Vargas)
| Quem é Arístides Vargas |
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Nasce em Córdoba (Argentina). Trabalha com alguns dos grupos de teatro de Mendoza e estuda teatro na Universidade de Cuyo. Em 1975 se exila devido ao golpe militar. Este fato vai marcar toda a sua dramaturgia. Rosa Luisa Márquez, teatrera de Puerto Rico e membro do nosso Conselho Consultivo, é uma das mais constantes parceiras de Malayerba |
Queremos celebrar a nomeação da nossa companheira e amiga Maria Rita Kehl para integrar a Comissão da Verdade .
A Comissão não terá como objetivo a punição nem a vingança
No entanto acreditamos que podemos contar com Maria Rita para ajudar a esclarecer os fatos acontecidos durante os anos da ditadura e permitir que muitas mães , muitas familias, possam en fim, enterrar os seus filhos.
Recebemos este texto de Mirta Goldberg, educadora argentina , a respeito desta extraordinaria experiencia que se realiza no norte da Argentina:
Hablar del proyecto educativo de la Tupac Amaru, la Organización Social más grande que hay en nuestro país liderada por Milagro Sala, supone contextualizar todo: la época, el paisaje, el origen. Estamos hablando de una Organización que surge de las cenizas que dejaron los 90.
De la desmoralización, la indignidad, la desesperanza.
Una organización que ante la crisis del 2001, comprende que es necesario pasar a los hechos concretos para enfrentar el hambre, la desocupación y la imposibilidad de las familias de ofrecer sostén.
Y así, los que manifiestan más preocupación, más sensibilidad , empiezan a juntarse. Y crecen, no solo en número sino en conciencia, en proyecto, en convocatoria, en pequeños logros.
La vida de los miembros de la Tupac es militancia. Y se traduce en hacer y pensar para volver a hacer y seguir pensando. Se traduce en asumir responsabilidades, en no dejarse vencer, en reclamar lo que es justo, se traduce esencialmente en RESOLVER.
Sigue el texto: LA TUPAC NO ES UN MILAGRO
* Caminos de Tiza es un programa de Educación creado y conducido por Mirta Goldberg, que se emitió durante 10 años por Radio y desde el año 2000 se emite por la Televisión Pública. Difunde experiencias innovadoras en Instituciones educativas, políticas públicas, las nuevas infancias y adolescencias de la época y temas de interés para padres. Recibió innumerables Premios Nacionales y fue Finalista del Premio The New York Festival’s en el rubro Educación.
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No contexto da Feria del Libro, importante evento anual, a Asociacion de Investigadores y Criticos Teatrales da Argentina realiza este encontro que reune a todos aqueles que se interessam pelos aspectos mais teóricos das artes teatrais
A notar a preocupacao da Aincrit pela descentralizacao, que foi a marca da politica cultural do ministro Gilberto Gil, dando a palavra a jovens teóricos de varias provincias argentinas e também o desejo de um enlace com o Brasil
Nas jornadas, uma forte presenca dos pesquisadores brasileiros Isto pessoalmente me provoca muita alegria, é o que queremos e pelo lutamos desde a criacao do Instituto
Hoje, daqui a uma hora, será a minha vez de falar apoiada pelo excelente documentário realizado por Fabian Boal, que voces podem ver neste blog
A minha fala será puntuada pela voz do Chico Buarque interpretando Carcará, um luxo!!
Até…Cecilia
Ps, desculpem o portugues! a máquina também é argentina!
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