Augusto Boal

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Queremos celebrar a criação del Centro de Teatro del Oprimido de la Ciudad de Buenos Aires pelo empenho e a dedicação de Cora , Paula e outros companheiros e contando com a competência do mega investigador teatral Carlos Fos tem com objetivo a pesquisa do trabalho que realizou Boal nos tempos em que se encontrava em Buenos Aires e viajava por América Latina

Hola! Queremos contarles que estamos empezando a trabajar desde el Instituto Teatro del Oprimido en Argentina, un proyecto que se está gestando y que como primera acción llevará adelante una investigación sobre Augusto Boal en  nuestro país. Cómo fue ese proceso para entender su paso por aquí en un contexto histórico muy particular. Conocer a quénes trabajaron junto a él y cómo ese contacto influenció sus prácticas teatrales posteriores.
Este es un primer paso de un largo camino que tiene como objetivo último la creación de un espacio de investigación que nos permita avanzar en nuestra práctica, conociendo más profundamente la obra teórica de Boal y haciendonos nuevas preguntas que problematicen la multiplicación del TO hoy. Creemos que esta acción, impulsada por integrantes de diferentes grupos de TO, fortalece el diálogo y sostiene el trabajo en red, que consideramos fundamental para avanzar en nuestras prácticas.
Agradecemos las sugerencias, dudas, consultas y aportes que pudieran hacernos.
Un abrazo desde Argentina. Cora, Débora (Grupo Rizoma) y Paula (Grupo Trafo).

Clique na imagem para fazer o download da apresentação em .pdf (5,60 mb)

“Cidadão não é aquele que vive em sociedade: é aquele que a transforma.”
(Frase pronunciada por Augusto Boal em Paris no dia 27/03/2009 ao ser nomeado embaixador do teatro pela UNESCO)
CICLO DE PALESTRAS
Dia 19 de junho – 16 hs.
O Arena e a rupturacom o teatro clássico comercial – Iná CamargoDia 20 de junho – 16 hs.
Minha experiência no Arena – Izaías Almada
O Teatro Jornal – Dulce MunizDia 21 de junho – 16 hs.
A obra dramatúrgica de Boal e o Sistema Curinga – Anderson Zanetti
Dia 22 de junho – 16 hs.
O exílio e o Teatro do Oprimido – Cecília Thumin Boal
LOCAL
Teatro Studio 184 – Praça Roosevelt, 184 – Tel. 3259-6940ENTRADA FRANCA“Projeto realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura – Programa de Ação Cultural – 2011”.
Imagem

e agora Zumbi de Joao, de Titane, Rodrigo e todo o elenco de BH que começou ontem a ensaiar em Minas
Mal posso esperar pelo dia em que vou escutar de novo o grito de guerra do teatro de Arena: ” O Arena conta a historia….!!!” a epopeia do Zumbi
Zumbi de Cecilia, de Rita, de Luiz, de Fabian, Julian e Luca , de Pedro, Ana Cecilia e Luiza
Zumbi de Gabriel, Zumbi de todos
Salve Paulo , Nena, Sergio, Eleonora ,Eduardo , Priscila , Clara e Garry
Joana e Clau
Encontro marcado dia 2 de Agosto no teatro 2 do CCBB do Rio de Janeiro


I Seminário do NEIFeCS – CLINICA DE SITUAÇÕES CONTEMPORÂNEAS E
INTERDISCIPLINARIDADE
Primeira edição de um seminário que se pretende realizar a cada dois
anos, o I SEMINÁRIO DO NÚCLEO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES EM
FENOMENOLOGIA E CLINICA DE SITUAÇÕES CONTEMPORÂNEAS (NEIFESC) ocorreu
no campus da UFRJ (Praia Vermelha)  nos dias 16 e 17 de maio de 2012,
O evento visou articular uma rede interdisciplinar para discutir uma
perspectiva clínica vinculada às situações contemporâneas em sua
complexidade: clínica do trabalho e reestruturação produtiva, clínica
na comunidade e geopolitica das cidades, transformações sociais
emergentes e os desafios das ciências sociais e da clinica na
contemporaneidade. Os eixos temáticos propostos para o seminário se
dirigiram 1) para a discussão dos modos de subjetivação-objetivação
produzidos em nossa contemporaneidade em suas diferentes situações em
nosso tempo e espaço atual; 2) para a discussão de uma clínica de
situações contemporâneas e suas articulações interdisciplinares
possíveis; 3) para o diálogo entre arte e clínica.
Sobre o modo como pensamos nossos desafios políticos e intelectuais,
segue o texto a seguir:
Manter o olhar atento para as transformações de nosso tempo histórico,
desenvolver o espírito crítico sobre os acontecimentos que nos
envolvem e produzir uma práxis instituinte de novos sentidos, eis
nossos grandes desafios e nossos móbiles.
São inumeráveis as transformações das sociedades e das culturas no
mundo do capitalismo globalizado. Transformações econômicas e
políticas, com a instauração de um novo padrão de acumulação baseado
num capitalismo financeiro que tem colocado, cada vez mais, o mundo do
trabalho e a vida social e política sob a ditadura das grandes
corporações e dos mercados de ações, com suas formas de rentabilidade
a curto prazo. Transformações tecnológicas que permitem às pessoas
hoje em todo o globo, unificarem-se para além das fronteiras dos
estados, possibilitando, por um lado, transformações sociais profundas
como aquelas vividas pelos países árabes e, por outro lado, gerando
novas e poderosas formas de alienação, como é o caso da roleta
financeira global a que todos estamos submetidos. Transformações
políticas e ideológicas, dentre as quais podemos citar a crise do
movimento sindical, a crise dos partidos políticos e a perda do debate
e da luta ideológica em prol de uma “tecnização” do discurso pela
figura dos especialistas e experts. Transformações da nossa relação
com a natureza, em função das formas de apropriação dos recursos
naturais típicas da modernização capitalista se mostrarem
contraditórias com a possibilidade de vida a médio e longo prazo. As
transformações na ordem subjetiva são também inúmeras e complexas. Sob
a égide de um individualismo exacerbado, da desarticulação do coletivo
e da sobrecarga de trabalho, produz-se um indivíduo hiperativo que
deixa fora de jogo o corpo e a sensibilidade e com eles a
possibilidade de criação e produção de diferença e do diferente. Em
nossos tempos produzem-se novas formas de subjetivação consumistas,
competitivas, efêmeras, centradas no presente, o que se reflete em
isolamento e ansiedade diante da possibilidade de encontro com o
outro. Produzem-se novas e reeditam-se velhas formas de sofrimento:
solidão, vazio, sentimento de impotência, medo, compulsão, violência.
Na era da técnica, tende-se cada vez mais, ao consumo de medicamentos
para fazer face ao agravamento desse quadro de insignificância
existencial e social.
Não somos niilistas, pois não tomamos essas transformações como o
destino do homem contemporâneo, mas, ao contrário, como desafios
próprios de nossa época e próprios, portanto, de uma psicologia que
busca fazer dos homens e mulheres desse tempo a matéria primeira de
nossas ocupações e iniciativas. Concebemos, portanto, a psicologia
como uma práxis situada, visto que nos interessa, antes de tudo, o
“ser humano em situação”.
Neste sentido, trabalharemos em prol de uma psicologia compreensiva
dirigida às situações concretas. Face à razão analítica, que visa
isolar os elementos para tentar explicá-los, sustentamos uma razão
sintética que busca interligar cada elemento ao conjunto de que faz
parte, de forma a fazer aparecer uma totalidade como unidade
dialeticamente constituída. Face à psicologia que parte de princípios
gerais que devem ser aplicados a cada homem em particular, defendemos
trabalhar a partir dos homens concretos e situados, como produtos e
produtores da história enquanto seres significantes e instituintes de
novas formas de sociabilidade.
Nesse caminho é que está a fenomenologia, visto que encontramos em
seus princípios um retorno ao vivido e um direcionamento à
experiência, entendida como situação singular que envolve o sujeito em
suas relações com o mundo social e histórico. Ao invés de postular a
separação arbitrária entre corpo e psíquico que tanto afetou a
psicologia ao longo de sua história, a fenomenologia parte do sujeito
como uma unidade “corpo-consciência-no-mundo” que não pode ser
decomposta em seus elementos, mas que precisa ser compreendida em seu
movimento vivo dentro de sua “situação”.
Ao referencial da fenomenologia, acrescentamos uma perspectiva
interdisciplinar. Para nós, uma psicologia encontra suas
possibilidades à medida que ultrapassa o terreno exclusivo dos fatos
psíquicos. Estes, segundo nosso ponto de vista, somente tornam-se
compreensíveis quando tomados como partes de uma complexidade
histórica e expressam uma maneira dos sujeitos viverem e fazerem suas
vidas no âmbito de uma situação determinada. Essa condição ontológica
do humano de não poder existir enquanto puro fato psíquico nos permite
sustentar uma proposta de natureza interdisciplinar. A sociologia, a
economia, a antropologia, a arte, a história, etc., não se constituem,
portanto, em simples fronteiras disciplinares, mas em Saberes que
permitem uma visão da complexidade do homem.
Cabe, ainda, assinalar o papel fundamental de uma clínica das
situações contemporâneas. Não pretendemos fazer uma psicoterapia da
realidade contemporânea, tampouco propor um deslocamento espacial da
clínica do consultório para outros espaços. Propomos, sim, uma clínica
que faça uma mudança de foco, uma passagem da estrutura e dinâmica da
vida psíquica para o plano da facticidade e da condição humana no
mundo. Uma clínica que parta daquilo que é vivido pelos sujeitos em
situação e que permita aos mesmos novas formas de apropriação desse
vivido e de instituição de sentidos para sua existência no mundo com o
outro. Implicá-los com a situação, com o outro e com o contexto
sócio-histórico é um de nossos grandes desafios.
Tendo a clínica como objeto de nossa práxis e de nossas investigações,
a fenomenologia como referencial de base e adotando uma perspectiva
interdisciplinar, nosso olhar se dirige para os modos de
subjetivação-objetivação produzidos em nossa contemporaneidade. Nossos
métodos de pesquisa envolvem a pesquisa-ação e a concepção da produção
teórica como inseparável da intervenção e dos processos de mudança.
Buscando pensar formas ampliadas de intervenção clínica, nosso núcleo
desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas para a
gestalt-terapia, a psicologia existencialista, a clínica do trabalho e
a clínica nas comunidades.
É a partir dessa primeira configuração que pretendemos contribuir para
o avanço da psicologia e da ciência em direção à sociedade, entendendo
nossas teorias e métodos como portadores de uma função social e
política, ou seja, como instrumentos produtores e transformadores de
cada situação com a qual nos comprometemos.
Mônica Botelho Alvim
Profa. Adjunta do Instituto de Psicologia
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Fernando Gastal de Castro
Prof. Adjunto do Instituto de Psicologia
Universidade Federal do Rio de Janeiro

O Projeto F.A.M.A. através do 7º Circuito Mix de Esquetes, homenageia um dos maiores dramaturgos e teatrólogos dos últimos tempos: Augusto Boal.
Com intuito de tornar a arte acessível ao grande público e romper com o estigma de que na Baixada Fluminense e periferia não há arte de qualidade, defendendo a multiplicidade cultural e combatendo a tese de que existe apenas uma única estética teatral é que nesse sábado dia 26 de Maio a partir das 19h, Boal será lembrado em uma linda homenagem preparada por alunos da ONG F.A.M.A. no Sesc de Nova Iguaçu.

*notícia originalmente publicada no site BAND notícias.
Atualmente, 25 estados brasileiros têm comitês de direito à memória e à verdade

A Comissão da Verdade quer trocar informações com os comitês estaduais de direito à memória e à verdade sobre os casos de violações de direitos humanos que ocorreram entre 1946 e 1988. De acordo com o advogado pernambucano e membro da comissão, José Cavalcante Filho, o grupo escolhido pela presidente Dilma Rousseff não vai conseguir apurar todos os fatos sem ajuda.

“Se a gente conseguisse que todos os estados fizessem isso [instalar comitês estaduais], a gente poderia ajudar. Quer quebrar sigilo? A gente ajuda. Se a gente conseguir conquistar a confiança deles, eles vão apurar e a gente só vai filtrar”, disse Cavalcante Filho.

Atualmente, 25 estados brasileiros têm comitês de direito à memória e à verdade, no entanto, nem todos são ligados aos governos estaduais. Há algumas iniciativas de organizações da sociedade civil. Segundo o coordenador-geral do Projeto Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Gilney Viana, os comitês vão buscar documentos, analisar depoimentos e explicar à sociedade o papel da Comissão da Verdade.

De acordo com Viana, o Projeto Direito à Memória e à Verdade está entrando em uma nova fase com a parceria de sindicatos e entidades de classe. A CUT (Central Única dos Trabalhadores), a Conlutas (Central Sindical e Popular), a Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura) mostraram interesse em criar comissões para resgatar a verdade do que ocorreu com os trabalhadores durante a ditadura militar. “A minha intenção é mobilizar essas entidades. Eles têm dinheiro, têm equipe e estão interessados em apurar os fatos”, disse.

Outro instrumento que vai permitir a investigação dos fatos é a Rede dos Observatórios do Direito à Verdade, Memória e Justiça das Universidades Brasileiras. Criada pela SDH no ano passado, a rede vai aprofundar as pesquisas acadêmicas sobre as lutas políticas ocorridas no Brasil entre 1964 e 1985. A rede conta com a parceria do Arquivo Nacional e é composta por universidades públicas e privadas do país.

A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), agência de fomento ligada ao Ministério da Educação, vai apoiar as pesquisas das universidades. Segundo Viana, o edital da Capes com todas as informações sobre a pesquisa deve ser publicado em breve. “No ambiente acadêmico, temos poucas pesquisas sobre isso [o período da ditadura militar]. Com essa rede, vamos fortalecer a pesquisa nas áreas de direito, história e ciência política”. A Agência Brasil procurou a Capes para saber quando o edital seria publicado, mas não obteve resposta até a conclusão desta reportagem.A Comissão da Verdade foi instalada pela presidente Dilma Rousseff na última quarta-feira (16). Foram empossados José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça), Gilson Dipp (ministro do Superior Tribunal de Justiça), Rosa Maria Cardoso da Cunha (advogada), Cláudio Fonteles (ex-procurador-geral da República), Paulo Sérgio Pinheiro (diplomata), Maria Rita Kehl (psicanalista) e José Cavalcante Filho (jurista).

O grupo terá dois anos para ouvir depoimentos em todo o país, requisitar e analisar documentos que ajudem a esclarecer as violações de direitos. De acordo com o texto sancionado, a comissão tem o objetivo de esclarecer fatos e não terá caráter punitivo.

Amanhã, a Comissão da Verdade fará sua primeira reunião ordinária. Inicialmente, os integrantes vão tratar de questões burocráticas, como definir as subcomissões e quem são os 14 assessores que vão apoiar os trabalhos.

http://www.band.com.br/noticias/brasil/noticia/?id=100000504819



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