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Procedimentos formais do jornal Injunction Granted (1936), do Federal Theatre Project, e de Teatro Jornal: Primeira Edição (1970), do Teatro de Arena de São Paulo
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8147/tde-06052013-102207/pt-br.php
(link para a biblioteca digital da USP)
O presente estudo analisa os procedimentos formais do jornal vivo, forma teatral fundamentada na encenação de notícias, conforme o gênero configurou-se nos Estados Unidos e no Brasil. Para tanto, define como objeto, do lado estadunidense, o jornal vivo Injuction Granted (Liminar é Concedida), produzido no âmbito do Federal Theatre Project (Projeto Federal de Teatro), iniciativa do Governo de Franklin Roosevelt para lidar com o desemprego provocado pela Grande Depressão, na década de 1930. Do lado brasileiro, faz-se uma leitura de Teatro Jornal: Primeira Edição, exposição didática de nove técnicas de encenação desenvolvidas por jovens artistas reunidos no Teatro de Arena de São Paulo e sistematizadas pelo teatrólogo Augusto Boal. O trabalho é introduzido por uma breve história da forma do jornal vivo, consolidada no período da Revolução Soviética, que procura apresentar suas principais manifestações e alguns dos caminhos que percorreu, principalmente nas décadas de 1920 e 1930. Demonstra-se que o jornal vivo sempre foi uma forma teatral ancorada na luta dos trabalhadores, sendo uma vertente central da arte de agitação e propaganda. A análise de suas manifestações nos Estados Unidos e no Brasil, dessa maneira, leva em conta o momento histórico dos países quando da produção das referidas peças, tentando relacionar conformação estética e horizonte político continuamente. O materialismo histórico ampara tal reflexão e, mais especificamente, sua aplicação ao pensamento sobre teatro, consubstanciada na teoria do teatro épico, desenvolvida por pensadores como Bertolt Brecht, Peter Szondi e Anatol Rosenfeld.
Teatro Invisível acontece no espaço público em frente de espectadores que não sabem que são espectadores. O nome do teatrólogo brasileiro Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido está ligado com este instrumento subversivo de intervenção política.A primeira parte do livro conta a história, discute a teoria do Teatro Invisível e mostra as possibilidades dessa forma de teatro dentro da repolitização do teatro nos últimos tempos.A segunda parte é um Manual que explica e mostra as técnicas do Teatro Invisível. A terceira parte é um relatório que documenta exemplos de ações invisíveis realizadas na Alemanha.O livro saiu na Editora Alexander Verlag em Berlim que também publica as obras de Peter Brook, Jerzy Grotowski, Lee Strasberg, Hans Thies Lehmann, Michael Haneke, Jan Kott, Yoshi Oida.Henry Thorau foi redator da revista Theater heute, dramaturgista-chefe no Teatro Freie Volksbühne Berlin (antigo teatro de Erwin Piscator), trabalhou nesta função com os diretores Klaus-Michael Grüber, Rudolf Noelte, Peter Zadek e Johann Kresnik. É o tradutor das obras de Augusto Boal, Nelson Rodrigues e Plínio Marcos na Alemanha. Hoje é professor titular na Universidade de Trier na Alemanha e Diretor do Departamento de Estudos Brasileiros e Portugueses.É autor dos livros (entre outros): Perspectivas do Moderno Teatro Alemão, São Paulo: Editora Brasiliense 1984; e (em colaboração com Marina Spinu): Captação – Trancetherapie in Brasilien. Eine ethnopsychologische Studie über Heilung durch telepathische Übertragung. Berlin: Reimer Verlag 1994.http://www.alexander-verlag.com/programm/titel/297-Unsichtbares_Theater.html
Jornal da Unicamp – Outubro de 2000
Páginas 8 e 9
CONGRESSO
As novas formas de sofrimento
“A psicopatologia do século 21″ foi o tema de encontro na Unicamp
que por três dias envolveu médicos, artistas, escritores e jornalistas
na discussão da doença mental
O surgimento de novas formas de sofrimento no mundo moderno impõe desafios a psiquiatras, psicanalistas e psicólogos, que se ocupam cada vez mais em tentar entender, em suas atividades clínicas, a origem desse sentimento. Sofre-se por falta de emprego, por pressões políticas e, principalmente, pela ausência de projetos futuros. Busca-se soluções mágicas para a cura da dor, que causa incômodo e mal-estar na sociedade considerada normal . “O ser humano é o único dotado de um sofrimento intrínseco, decorrente do excesso, de algo que incomoda, perturba ou provoca insatisfação”, atesta Manoel Tosta Berlink, do Laboratório de Psicopatologia Fundamental da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Ciência que concebe a doença mental como um excesso (a que se chama depathos), a Psicopatologia Fundamental não pretende se ocupar das doenças existentes, mas procura trabalhar com experiências vividas no dia-a-dia da atividade clínica. O sofrimento humano não é novidade, mas constitui-se em um dos principais desafios para a Psicopatologia Fundamental.
PARA QUE SERVE O TEATRO?
Organizado pela prof Priscila Matsunaga o curso começa a partir da proxima terça feira dia 30 e termina na ultima terça feira de junho
segue o programaçao

Homenagem a Heleny Guariba
Teatro Studio 184 foi renomeado para homenagear a diretora teatral, professora e militante de esquerda desaparecida em 1971
03/04/2013
Eduardo Campos Lima,
de São Paulo (SP)
Em cerimônia realizada no dia 17 de março, o Teatro Studio 184, instalado desde 1997 na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, foi renomeado Teatro Studio Heleny Guariba, em homenagem à diretora teatral, professora e militante de esquerda desaparecida em 1971. O ato reuniu antigos amigos, companheiros de luta e colegas de teatro, como o deputado estadual Adriano Diogo (PT-SP), presidente da Comissão Estadual da Verdade “Rubens Paiva”, o escritor e dramaturgo Izaías Almada e a professora Elza Lobo.
“A mudança do nome do teatro é natural. Fui aluna e amiga da Heleny – e agora luto para preservar sua memória e trazer à tona sua figura”, explica Dulce Muniz, atriz e diretora teatral responsável pelo teatro.
Heleny Guariba era uma artista dedicada a pensar e a produzir um teatro político inovador em solo brasileiro. Em um período de estudos com o dramaturgo e diretor Roger Planchon, na França, entrou em conhtato com um projeto popular de teatro – que ela, ao regressar, procurou desenvolver e estimular em seu país. Dirigiu o Grupo Teatro da Cidade, em Santo André, e atuou com Augusto Boal no Teatro de Arena. Ao mesmo tempo, militava na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Presa e torturada em 1970, foi solta em abril de 1971 – para alguns meses depois, em julho, ser sequestrada por agentes da repressão e desaparecer.
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Texto de Carlos Fos
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