Augusto Boal

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Prezadxs,
No próximo dia 13 de dezembro, completam-se 45 anos da edição do Ato Institucional nº 5, o mais severo decreto emitido pela ditadura brasileira, responsável pela suspensão de várias garantias constitucionais.
Neste dia, nós, Coletivo Memória, Verdade e Justiça, vamos lembrar deste acontecimento, e também celebrar o direito à memória, verdade e justiça.
Queremos convidá-lo, portanto, a estar presente no ato de lançamento da Campanha pela transformação do prédio do ex-DOPS/RJ em Espaço de Memória da Resistência, que ocorrerá no Centro Cultural da Justiça Federal, Av. Rio Branco, 241, Centro.

Na ocasião, ex-presos políticos entregarão representações ao Procurador da República no Rio de Janeiro Antonio Cabral.

O grande acordo internacional de Tio Patinhas, de Augusto Boal, está atualmente em cartaz em Buenos Aires. Abaixo, seguem as três primeiras cenas da peça, escrita na Argentina nos anos 70.

O grande acordo internacional de Tio Patinhas

Esta peça pode ser feita com cada ator representando um personagem diferente, como pode também utilizar o sistema coringa, em que nenhum personagem é representado pelo mesmo ator em duas cenas sucessivas. Neste caso, são necessários apenas 10 ou 12 atores. Pode-se ainda optar por uma solução intermediária: os personagens mais característicos podem ser representados (mais…)

Source: The Drama Review: TDR, Vol. 15, No. 1 (Autumn, 1970), pp. 152-154
CARTA DE AUGUSTO BOAL

Cecília Boal, representando o Instituto Augusto Boal, participa do X Simpósio da Pós-Graduação da Ciência da Literatura

El grand acuerdo internacional de tío patilludo


El Gran Acuerdo Internacional del Tío Patilludo trata sobre las vicisitudes que tiene que atravesar el Tío Patilludo en un viaje a tierras lejanas, con el fin de incrementar su ya inmensa fortuna. Para lograr explotar a los nativos de esas latitudes, deberá aliarse con políticos y embajadores; y enfrentarse a extrañas criaturas de otros planetas. Estos seres, que se confunden con obreros y estudiantes, intentan terminar con el sueño capitalista del Tío Patilludo, pero el Tío encontrará súper aliados que lo ayudarán a lograr el éxito de su empresa.
¿Porqué esta obra?
Es una obra que se para de lleno y se construye sobre un conflicto político. Somos conscientes del paso del tiempo y del devenir histórico; podemos percatarnos que aquellas circunstancias en las que la obra nació, a fines de los 60, no son las mismas que ahora. Incluso aun, cuando muchos planteos de la obra resuenen totalmente contemporáneos. Entendemos que estas resonancias se deben a que en aquellos años se produjeron muchos de los sonidos que hoy hacen a la cultura musical del planeta. Hay que reconsiderar cualquier planteo setentista y eso no significa descalificarlo como tampoco glorificarlo, sino más bien interpelarlo: ¿qué planteaban? ¿quiénes? ¿cómo? Nuestro desafío es el de proveerle vida a un material asediado por los fantasmas del pasado, de todos los colores.
Ficha técnico artística

ActúanFederico BuscaronsMagdalena CasasCamila DougallCora FairsteinBernardo GonzálezMarina KamienLuz SantomauroLaura Silberberg
Música:Esteban Bisio
PrensaCatalina Fairstein
DirecciónDiego Ernesto Rodríguez

MACHADO TEATRO
Antonio Machado 617 (mapa)
Capital Federal – Buenos Aires – Argentina
Teléfonos: 11-4982-4922
Web: http://www.machadoteatro.blogspot.com
Entrada: $ 50,00 – Viernes – 21:00 hs – Hasta el 20/12/2013

*Extraído do site: http://www.alternativateatral.com/obra29751-el-gran-acuerdo-internacional-del-tio-patilludo *

Sinopse:É ano eleitoral. José da Silva, operário, foi demitido e está faminto. Seu estômago ronca, sua barriga dói e [a ideia de comer uma saborosa feijoada toma conta dos seus pensamentos.]Enquanto isso, algo grande está acontecendo no país. Propõem-lhe então fazer uma tal revolução, ‘Revolução da Honestidade’. A peça dá o direito a um riso amargo visto José da Silva representando o operário brasileiro em busca de matar a fome passando por hospital, cadeia, congresso nacional e campanhas eleitorais. “Revolução” é a fotografia de um desastre reproduzido com muito bom humor para rir, refletir e reagir!
Gênero: tragicomédia
Duração: 85 minutos
• Recomendação: livre
Direção: Cristina Maluli
Autor: Augusto Boal
Adaptação: O grupo
Elenco: Ana Rodrigues, Ana Thais Souza, Bia Carmo, Bianca Pacheco, Bruno Odierna, Carla Vasconcelos, Dyego Oliveira, Erika Nayma, Gisele Menon, Gustavo Pombo, Igor Bologna, Iven Antonine, Jessica Chagas, Laura Leite, Mayara Torres, Nathalia Rasquinho, Sellma Santos, Victor Portes, Vinicius Diniz, Walquiria Marquart, Monica Melnik, Reinaldo Fonseca.
Datas e Horários: 13, 14 e 15 de dezembro
Ingressos Online: www.macunaima.art.br
Local: Teatro 3, R: Adolfo Gordo, 238 – Campos Elíseos
Contato: 011 3217-3400

Editora relança ‘Teatro do Oprimido’, entre outras obras de referência mundial do diretor e teórico, e estuda publicar inéditos de seu acervo
NELSON DE SÁ – DE SÃO PAULO (Jornal Folha de São Paulo)
“A outra música que te mando é um chorinho de Francis Hime com letra minha. Fiz pra você. A gravação é precária, Francis e eu às 4h da manhã, alegres demais. Por incrível que pareça, passou na censura. Fiz umas mutretas na letra, eles não entenderam nada e aprovaram. Quando sair o disco, vão ficar puto dentro das calças.” (mais…)

“Zumbi”, uma adaptação do clássico “Arena conta Zumbi”, traz a história do líder negro em músicas de Edu Lobo

por Paloma Rodrigues — publicado 20/11/2013 05:58

 Liana Rabelo
No Dia da Consciência Negra, celebrado neste dia 20 de novembro, a história da morte de Zumbi dos Palmares ganha os palcos no musical Zumbi, uma adaptação do diretor João das Neves do clássico Arena conta Zumbi, de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Sem protagonistas definidos, o espetáculo surge com todos os atores se revezando em diferentes personagens, e investe na força política da história do líder negro e nas músicas de Edu Lobo para marcar o público.
Originalmente montado para ser interpretado pelo Teatro de Arena, um dos mais importantes grupos teatrais brasileiros, Zumbi nasceu como o primeiro musical genuinamente brasileiro. Augusto Boal, autor da peça, era uma figura central dentro do Teatro Arena e, ao lado de outros grandes nomes, foi um dos entusiastas da criação de “clássicos nacionais”, em contrapartida às recorrentes adaptações de clássicos estrangeiros.
Na nova adaptação, que fica em cartaz até o dia 15 de dezembro, apenas atores negros estão no elenco. “Nós queríamos envolver nessa história seus verdadeiros nomes. Portanto, os negros”, afirmou o diretor a CartaCapital.
Cecília Boal, viúva do dramaturgo e fundadora do Instituto Augusto Boal, demonstrou satisfação com a formação da peça. “Hoje a minha proposta é a realização de um sonho: ver Zumbi representado por um elenco de atores negros. Tenho a pretensão de crer que Boal e Zumbi estariam de acordo”, declarou.
O sistema que não fixa em um único personagem o protagonismo do enredo foi uma das marcas da literatura de Boal, o modelo do “Coringa”: os atores são como cartas no baralho, que se revezam em diferentes papeis, conforme o jogo da cena pede. Sistema esse que parece ter uma função ainda maior dentro do contexto da peça, ao se encaixar perfeitamente com a temática do Quilombo dos Palmares. “É como se todas aquelas pessoas que participaram, em quaisquer graus de hierarquia dentro do quilombo, pudessem ser as responsáveis pelo sucesso”, diz João das Neves. “O sucesso é de cada um, não depende de um chefe. Isso tem muito a ver com a história que estamos contando.”
O diretor acredita que a obra surgiu para responder aos anseios de uma população, oprimida pelo regime da ditadura. Ela retorna, no momento atual, também para dialogar com o povo. “Agora, com as manifestações de rua, parecem ter tudo a ver com a ânsia de liberdade, com a ânsia de informação e justiça. A peça também foi escrita em um momento como esse”, diz ele.
“Essa obra é politicamente forte na medida em que ela é uma afirmação da nossa identidade nacional, do povo brasileiro e das suas formas de resistência”, afirma ele. “É uma obra de arte que transcende uma data específica e por isso não precisamos fazer grandes adaptações ao texto, apenas alguns cortes, porque ela se projeta para o futuro e isso, em si, é de um significado político muito forte”, completa o diretor.
Serviço
Data: de 20 de novembro a 15 de dezembro, de quinta à domingo
Horário: 19h15
Local: Caixa Cultural Sé – Praça da Sé, 111, 8º andar, São Paulo
Entrada gratuita
* Matéria publicada na Carta Capital em 20\11\2013*
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/no-dia-da-consciencia-negra-a-historia-de-zumbi-e-cantada-6649.html/view


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