Augusto Boal

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Musica de Protesto
Prezado Ancelmo Gois, prezada Márcia Vieira
Fiquei muito feliz lendo hoje na vossa coluna do Jornal o Globo ( domingo, 2 de fevereiro de 2014) a nota sobre o show Opinião dirigido pelo meu marido , Augusto Boal, há 50 anos e que tanto marcou toda uma época a ponto de continuar sendo lembrado até hoje
Queria agradecer e protestar, já que de protesto se trata
Eu sei que a palavra “protesto” é a que se usa para definir esse tipo de música
Porém queria propor que esse termo seja substituído por outro que acho mais apropriado, o termo “Opinião”, precisamente, e que deu seu nome ao show
Creio que Boal e seus companheiros não escolheram esse nome por acaso
Boal voltou a usar esse termo quando organizou a célebre Feira Paulista em 1968
É porque opinar é uma das mais importantes funções da arte . E é necessário terminar definitivamente com essa ideia de que arte não tem opinião. Tem opinião , sempre teve e vai continuar tendo , em todas as épocas e em todos os países . Opinião e ideologia, de esquerda , de centro e de direita
Tão certo quanto os anjos tem sexo , a arte tem opinião
Essa é uma das suas mais importantes funções
Certa de que minha opinião será respeitada me despeço , agradecida
Cecilia Boal

Foto histórica da Primeira Feira Paulista de Opinião
*Foto de Derly Marques, retirada do acervo online do Centro Cultural São Paulo*
http://www.centrocultural.sp.gov.br/idart30anos/gabinete/teatro/teatro14.htm

Dissertação apresentada, por Mara Lúcia Welter Kuhn, como requisito parcial à obtenção do grau de mestre em Educação nas Ciências no Programa de Pós-Graduação em
Educação nas Ciências Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ.
Seguem as palavras de Mara e o link de sua dissertação:
“Meu nome é Mara, gaúcha residente em Porto Alegre, mestre em Educação, e o tema de minha dissertação foi a vida e obra de Boal. Participei do Encontro Latino Americano de Teatro no Rio. Foi muito emocionante ver a Cecília e o Julian, de quem ele muito falava em Hamlet e o filho do padeiro, era como estar perto do Mestre. Meu maior desejo era tê-lo conhecido pessoalmente, mas estando ali, com seu filho e esposa, ambos engajados em continuar seu trabalho, e demais colegas, admiradores e seguidores de seus ensinamentos me fez sentir Boal entre nós…
Segue o link da minha dissertação, caso alguém se interesse e queira publicar no blog:
http://bibliodigital.unijui.edu.br:8080/xmlui/bitstream/handle/123456789/292/Mara%20Welter.pdf?sequence=1
Obrigada.
Viva Boal!”

Matéria publicada no Jornal O Globo, em 191\2014.

Texto de Osvaldo Dragún, e introduções feitas por Mila Aponte, Rosa Luisa Márquez e Antonio Martorell, e Maurício Kartun.
Por Mila Aponte
“Las huellas de una persona no pueden reducirse a un inventario de cosas”: con todo, aquí una breve nota biográfica sobre el dramaturgo argentino Osvaldo Dragún, en un humilde homenaje a toda una prolífica vida comprometida con la artesanía teatral, el activismo cultural y las utopías unificadoras…
(mais…)

Entrevista com o Diretor e Dramaturgo, Maurício Kartun, realizada pelo site Ideas de Izquierda. Kartun estabeleceu laços com Augusto Boal e recentemente participou do I Encontro Latino Americano de Teatro.
*(Texto em espanhol)*

“Un escritor es un pensador en un soporte diferente”

Número 6, diciembre 2013.
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Por Mariana Figueiró Klafke

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do grau de Licenciatura em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Professor Orientador: Dr. Homero José Vizeu Araújo
Instituto – Porque escolher o Show Opinião como objeto de estudo?
Mariana – Eu tinha interesse pelo trabalho do Boal desde 2010. Meu primeiro contato foi através do texto “Cultura e Política”, do Roberto Schwarz. Logo comecei a ler livros do Boal e ampliei meu interesse sobre teatro brasileiro moderno. Também na mesma época conheci um casal de atores que trabalham com Teatro do Oprimido, um deles formado como curinga pelo CTO do Rio, e nós formamos, com outros amigos, uma ONG. Um dos projetos desta ONG é um curso de teatro que utiliza a metodologia do Teatro do Oprimido – eu inclusive fiz a primeira edição como aluna. Meu interesse pela obra do Boal é acadêmico e político.

No final de 2012, fiz uma disciplina chamada Canção Popular Brasileira e resolvi fazer meu ensaio final sobre o Show Opinião, pelo qual sempre tive adoração. Além disso, o show era uma referência recorrente em textos que eu estudava no grupo de pesquisa do qual faço parte, Literatura e nacional-desenvolvimentismo: tensão na forma literária e promessas de integração social. Por ser a primeira reação artística ao golpe de 64, o Show Opinião é muito sintomático para estudar o impacto desta quebra (das promessas de integração social do período nacional-desenvolvimentista e democrático) na intelectualidade brasileira. Deste ensaio é que surgiu meu TCC. Meu projeto de dissertação inclui um novo passo, trazendo pro debate Arena conta Zumbi e Arena conta Tiradentes.

Trabalho de conclusão de curso – Show Opinião

Ditadura Militar e Democracia no Brasil: História, Imagem e Testemunho 

A História da ditadura militar brasileira se tornou, nos últimos anos, uma área forte da pesquisa historiográfica nas universidades, mas ainda não se constituiu como ponto importante do currículo do ensino fundamental e médio. O livro Ditadura Militar e Democracia no Brasil (Rio de Janeiro: Ed. Ponteio, 2013) pretende ser uma contribuição para os professores trabalharem esse “tema sensível” com seus alunos nas escolas. (mais…)

Grisalhos cachos
Muito além do nosso olhar
Hoje mora meu ator
Com os anjos a brincar
Encenando as opressões
Encenando diferenças
Encenando as emoções
Encenando as desavenças. (mais…)



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