Augusto Boal

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dramaturgia 1ra aula 2:03:1966
supomos que seja a primeira, em todo caso, é a primeira que encontramos
publicamos com tudo que achamos e assim como  achamos, com um pequeno papel rasgado contendo uma anotação de Boal e um pedido de desculpas de um desconhecido ou desconhecida que se deu ao trabalho de datilografar as aulas e quem agradecemos

Vamos postar alguns dos cartazes mais bonitos, como este, do Tio Patinhas, já velhinho, meio rasgado, apresentado em Buenos Aires em 1972.

Como na vida de qualquer pessoa, também existiram episodios muito ruins que a gente gostaria de esquecer
um deles foi a volta do Boal pro Rio em 86 quando montou a sua peça “O corsário do Rei”
numa mesa redonda organizada por Zuenir Ventura Boal foi massacrado
do meu ponto de vista a questão não foi a qualidade ou falta de qualidade da peça
a questão  foi a falta de respeito com que foi tratado um homem que voltava para o seu país
o senhor Ricardo Petraglia, ator, cometeu a pérola de dizer que “Boal teve a sorte de ter se exilado”
pérola histórica que merece ser lembrada em tempos de Comissão da Verdade
como eu participei dessa montagem escrevi um pequeno texto que reproduzo agora
Obrigada Pasquim!

Queremos colocar aos poucos algumas fotos e textos que encontramos entre os documentos de A Boal, como esta foto linda dos quatro fundadores do Arena felizes com o prêmio.

Fruto de quatro meses de trabalho no seminário de dramaturgia coordenado por Sergio de Carvalho publicamos esta cena de Allan Jorge
A Invasão da Favela da Rocinha
por Allan Jorge

Do acervo de Boal, essas anotações sobre o “colonialismo cultural” em francês.
Confira o link em pdf: le colonialisme culturel


Do acervo de Boal surgiu este recorte de jornal, que noticia o abaixo-assinado de 15 personalidades do mundo teatral nova-iorquino, entre as quais Arthur Miller, protestando contra a detenção de Augusto Boal em São Paulo e a repressão exercida contra artistas pelo Estado brasileiro.

por Julian Boal – via Carta Capital

Dizer que o golpe impactou a minha vida seria pouco. De certa maneira, o golpe é que me fez nascer. Afinal o golpe é que fez que meus pais tivessem que fugir para Argentina, onde fui concebido e nasci.
O golpe é o que faz com que até hoje, em qualquer língua que fale, eu tenha sotaque. Nos dois países em que vivi mais tempo meu nome causa estranheza na maioria. De tantas vezes que me perguntaram de onde venho já tenho uma resposta pronta para tentar explicar os vais e vens da minha vida em menos de um minuto. Aqui no Rio é comum eu receber volantes para conhecer Angra dos Reis ou ver o Cristo Redentor. Nas mesas dos bares nem fico mais impaciente quando me dão o cardápio em inglês. (mais…)

Neste sábado (29/11), às 15h30, ocorre na Biblioteca Parque, no Rio de Janeiro (av. Presidente Vargas, 1261), o lançamento do livro Coisas de Jornal no Teatro, do jornalista e pesquisador Eduardo Campos Lima. (mais…)

 


PÁGINAS SALVADAS
PRESENCIA DEL MITO EN EL TEATRO DOMINICANO
José Molinaza[1]
Hablar de mito supone una realidad cosmogónica transmitida de generación en generación. Supone además una actitud ante las creencias que ella encarna. En nuestro caso, República Dominicana, lo mítico está muy ligado a la resultante de una hibridez en donde confluyen rasgos europeos y africanos, básicamente. La accidentada trayectoria en nuestro país ha traído como resultante la no identidad del dominicano con una serie de ídolos, dioses y ritos que les son propios; por tanto se asume una postura artificial, no una actitud auténtica. (mais…)